Educar e / ou orientar, esta é uma questão!

             Para iniciarmos os nossos trabalhos, pensamos em definir o que vem a ser o trabalho de Orientação Sexual.Uma definição de Marta Suplicy que nos parece a mais clara para citar: “O trabalho de orientação sexual se propõe a preencher lacunas de informação, erradicar tabus e preconceitos e abrir discussão sobre as emoções e valores que impedem o uso dos conhecimentos, na área da sexualidade”.
        Diferentemente da educação sexual, a orientação sexual no ambiente escolar trabalha não só com o fornecimento de informações, mas também objetiva permitir que os preconceitos e tabus sejam enfocados para que os bloqueios, no campo da sexualidade, sejam evitados.
        O que cabe inicialmente aos pais é orientar, mas cabe também a todo aquele que ocupe o lugar de educador. Desta forma, a orientação sexual não visa só o público adolescente, visto que é necessário que os pais saibam como lidar com seus filhos desde a infância. Lidar com a sexualidade, é lidar com a vida humana em um de seus aspectos mais particulares.
        Desde a primeira infância o interesse pela sexualidade é despertado. Então surgem as perguntas: Quem deve educar? Como tratar tal tema?
        Pais e escola devem participar do processo de orientação sexual. A escola pode ficar encarregada de, transmitir informações sobre a anatomia e funcionamento do corpo humano, abrindo espaço para debates e dúvidas no campo afetivo –sexual, enquanto pais devem se fazer presentes debatendo acerca das questões morais, que são pertinentes a cada família. O tema deve ser tratado pelos pais com sinceridade, possibilitando que a criança tenha uma visão de que a sexualidade faz parte da vida.

Célia Crystina Rezende Silva- Psicóloga da E. E. de Educação Especial Esperança e coordenadora do PEAS( Programa de Educação Afetivo Sexual)